Por fim estou chegando à conclusão de que minha mais elevada ambição é ser o que já sou. Que jamais cumprirei minha obrigação para me superar, a não ser se primeiro me aceitar e, se eu me aceitar plenamente da maneira certa, já terei me superado. Isto porque é o eu não aceito que me atrapalha e continuará a me atrapalhar enquanto não for aceito. Quando ele tiver sido aceito, terei meu próprio degrau para o que está acima de mim. Porque foi assim que o ser humano foi feito por Deus.
O pecado original foi o esforço de se superar sendo ‘como Deus’ – isto é, diferente de si mesmo. Mas a nossa semelhança com Deus começa em casa. Primeiro temos de tornar-nos como somos e parar de viver ‘ao lado de nós mesmos’”.
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Um pensamento para reflexão:
“Minha vocação e tarefa neste mundo é manter vivo tudo o que me é utilmente individual e pessoal, ser um ‘contemplativo’ em sentido pleno e compartilhar isto com outros, permanecer como testemunha da nobreza da pessoa e de sua primazia em relação ao grupo.”
A Search for Solitude, Thomas Merton

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