A pergunta enseja a construção de um conceito bem delineado, mas os instrumentos de minha obra ainda estão por serem descobertos. O que posso afirmar sobre a Teologia da Natureza é que ela não pretende ser uma doutrina, nem um fundamento de uma nova igreja ou, muito menos uma religião. A Teologia da Natureza (TN) é uma nomenclatura que denominei para algumas conclusões (?) extraídas de meus sentidos, a maioria deles aguçados pelo meu contato com a natureza, outros despertados por algumas poucas literaturas sobre espiritualidade e mística... O que vale dizer é que a TN não tem, em mim, nenhuma influência direta de autores, teses, doutrinas ou religiões. Não busquei esse assunto em lugar algum que não seja aquele decorrente de minhas próprias ''alucinações'' pacificadas pelos - raros - encontros com o Silêncio Absoluto onde tudo é-nos dito na inércia-ativa da contemplação.
Ainda não sei o que a TN é ou será; o que sei é o que ela não é e o que ela não pretende ser. Ela não é ramo do caule panteísta, que afirma que tudo é Deus; nem tampouco é broto do ramo moderno denominada por new age, onde se ensina que o homem é seu próprio Deus.
A TN não pretende ser sistemática nem formalista; mas é quase impossível apresentarmos algo que seja alheio a um sistema e ainda por cima sem uma forma. Eis meu dilema! Não pretendo tornar este assunto científico – apesar dele conter em sua nomenclatura um termo científico (teologia) -; nem apresentá-lo à teólogos ou religiosos, nem exauri-lo por meio de sermões ou seminários. O espírito da Teologia da Natureza encontra seu sentido no exercício da própria vida, sem se dar conta de si, sem caminhar fixado em seus próprios pés, nem para a forma de seu caminhar; antes, respirando o próprio ar, e apenas olhando para frente. A TN tem mais intimidade com o Mistério do que com a certeza.
Estarei apresentando alguns princípios orientadores daquilo que desejo expor como conteúdo da TN. Contudo, vale repetir, tais princípios não se equivalem à cláusulas de nenhuma nova liturgia, de nenhum rito; não pretendem ser nenhuma formulação absoluta acerca de alguma verdade e nem também insuscetíveis de eventuais reformulações. Em cada princípio dos que apresentarei a seguir existe um conteúdo que carece de espaço próprio para sua explanação, e é isso que será feito de forma contínua no decorrer do blog.
(Creio em Jesus como Filho de Deus, como mediador entre Deus e os homens e o único e suficiente Salvador.)
Ver parte 2 dessa reflexão:
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